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Dança e Musica 

Os ritmos mais conhecidos dos são-tomenses são o ússua e o socopé, enquanto na ilha do Príncipe se ouve o ritmo dêxa. A música de baile portuguesa poderá ter tido influência no desenvolvimento destes ritmos e nas danças associadas.

O espetáculo de música denominado tchiloli tem uma encenação e narrativa dramática. O danço-congo é também uma combinação de música, dança e teatro.

A Ússua é uma dança com matriz europeia que nasceu no século XX e, posteriormente, foi adaptada pelos sãotomenses. A composição da orquestra se fazia por base em instrumentos europeus e africanos: acordeões e tambores, respectivamente. Até a década de 60, a Ússua era ensinada às crianças nas escolas e hoje ela continua a ser dançada em diversas ocasiões para apresentações públicas.

Ússua

Puita

A Puita e o semba designam a mesma dança. O semba foi introduzido pelos angolanos, deriva do caduque que era dançado em Luanda. A diferença é que o semba não venera os mortos como o caduque. O seu nome provém de um instrumento de música, uma flauta em bambú, denominada puita. Dança proibida na época colonial pelo seu carácter erótico, ela venera os defuntos.

 

A tradição diz que no trigésimo dia depois da morte do defunto, uma festa seja organizada em sua honra pela sua saúde no outro mundo: come-se, bebe-se, dança-se. Ao amanhecer uma missa em honra do defunto põe fim festa.

Temos como como o cantor : camilo Domingos com a musica “puita cuá tela”que uma das mas conhecida em São Tome.

Socopé

É uma dança de origem africana: ritmo síncope, sensualidade, os textos criticam os acontecimentos nas comunidades.é uma dança que se dança "só com os pés". É mundana, nascida sem dúvida no Brasil no fim do século XVII e trazida a Portugal pela Corte que estava refugiada no Rio de Janeiro.

 

Tivera sido introduzida em São Tomé e Príncipe no início do século XIX. Reúne todas as camadas sociais e todos os grupos étnicos. A orquestra é mais africana.

Danço-Congo

É a dança mais popular e a mais africana. Ela é praticada pelos Angolares que ficaram muito tempo fechados às influências europeias. É uma dança violenta, muito ritmada que mobiliza todo o corpo. Foi também proibida na época colonial e pouco apreciada pelos "filhos da terra". Encena uns trinta dançarinos sob a orientação de um capitão acompanhado do "logoso do anso mole" (anjo da guarda da roça que morre), de dois "anso canta" (anjos cantores), de dois "pé-pau" (dançarinos em andas), de quatro doidos, de um feiticeiro, de um "zugozugo" (ajudante feticeiro), de um "djabo" (diabo), de quatro tocadores de tambor, o resto dança tocando canzas. Os trajos são muito coloridos, sarapintados, o feiticeiro, o seu ajudante e o diabo usam disfarces terrificantes, outros usam grandes chapéus. O tema do cenário é a herança de uma roça onde a estupidez e a fragilidade caracterizam os proprietários brancos das roças enquanto a força, a bravura caracterizam os Angolares.
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